Mão direita de Zeus
Manda a chuva, grossa chuva.
Lava os verbos das bocas
Limpa os pensamentos das mentes.
Cai a Chuva, forte Chuva.
Cai sob os dolorosos prantos
E sob os desastrosos cantos.
Cai chuva, pelo escuro.
Traz a sua claridão.
Quebra o silêncio
Com o estrondo das tempestades.
Empoça a maldade humana,
Faz dela um barro jamais visto,
Barro este que reconstrói o homem,
Homem este que destrói o próprio feito.
Caio chuva e se revolta.
Rebela contra aqueles que um dia a temeram.
Faz medo aos que hoje a ignoram.
Vem barulhenta
Vem turbulenta
Vem lenta e fica.
Até que tudo volte a ser como antes.