quarta-feira, 28 de novembro de 2012

O Satã que há em meu Deus.

Deus que me induz a bondade
Proteja-me de sua maldade.
Livrai-me do seu castigo,
Pois prefiro o amor ao temor.

Que eu ame ao próximo,
Mas não cometa pecado.
E que meu amor não desperte tesão.

Se tu és bondade,
Por que tão rigoroso?
Se não posso provar do que é gostoso.
Por que este me induz ao gozo?

E por onde anda a liberdade
Em servir a ti?
Deus, Pai, todo poderoso.
Por que existe o mal se todo o poder é teu?
Ou o mal é só mais uma face de Deus?

sábado, 24 de novembro de 2012


O Estranho da Rua Direita


Proseei.
E toda a prosa fora insuficiente.
Seus olhos não vi,
Seu nome esqueci.
Sua voz guardei.
A barba, a roçar-se em mim; desejei.
Almejei que, ali, o tempo estagnasse.
Mas, findou-se.