quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Mão direita de Zeus





Mão direita de Zeus

Manda a chuva, grossa chuva.
Lava os verbos das bocas
Limpa os pensamentos das mentes.

Cai a Chuva, forte Chuva.
Cai sob os dolorosos prantos
E sob os desastrosos cantos.

Cai chuva, pelo escuro.
Traz a sua claridão.
Quebra o silêncio
Com o estrondo das tempestades.

Empoça a maldade humana,
Faz dela um barro jamais visto,
Barro este que reconstrói o homem,
Homem este que destrói o próprio feito.

Caio chuva e se revolta.
Rebela contra aqueles que um dia a temeram.
Faz medo aos que hoje a ignoram.

Vem barulhenta
Vem turbulenta
Vem lenta e fica.

Até que tudo volte a ser como antes.

2 comentários: