Nascemos escuro.” (C.D.A.)
Nós somos os filhos do
medo.
A noite, por mais que nossa,
Assusta nossos pais, os apavora.
A noite, por mais que nossa,
Assusta nossos pais, os apavora.
Os disseram que é
preciso dormir.
E eles dormem, por medo.
Falaram que é preciso calar.
E de medo eles se paralisaram.
E eles dormem, por medo.
Falaram que é preciso calar.
E de medo eles se paralisaram.
Estáticos e medrosos.
Temem a política, o preto,
O pobre, o bêbado.
O Homem. O Deus.
Temem a política, o preto,
O pobre, o bêbado.
O Homem. O Deus.
E nós – filhos do medo –
Nada tememos.
Saímos à noite, entre pretos e brancos,
Junto aos ricos e miseráveis.
Brindamos com homens e mulheres,
Zombamos de Deus. Caçoamos do medo.
Saímos à noite, entre pretos e brancos,
Junto aos ricos e miseráveis.
Brindamos com homens e mulheres,
Zombamos de Deus. Caçoamos do medo.
Até que a Polícia
Medrosa vem nos assustar.
Mas não nos intimidaremos, nem paralisaremos.
Mas não nos intimidaremos, nem paralisaremos.
Apavorados gritaremos música e dança.
Até que a noite seja clara
E turbulência seja calma. Até que o preto seja igual ao branco
E o homem seja a mulher
E o medo seja lembrança .
Até que a noite seja clara
E turbulência seja calma. Até que o preto seja igual ao branco
E o homem seja a mulher
E o medo seja lembrança
Ai André! É o seu que eu mais gostei até agora. Leio e releio e ele não para de ganhar novos significados e de se tornar mais forte ainda para mim. Continue postando, já ganhou uma nova seguidora :)
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