sexta-feira, 4 de janeiro de 2013


CHEIO DE VOCÊ

Atordoado a cumprir o desígnio de existir
Na loucura infinita que é externa a mim,
Mas loucamente clama por ser interna
Em meu peito, em meu ser, vazio ser,


Cheio de você, de vontades, de viagens
Estranhas que se misturam com devaneios
E, de repente, me retomam a lucidez
Existente em teus lábios, em teus olhos


E teu corpo, calmo e quente de arrepios
Me levando à vertigem, à margem 
Da loucura que agora, depois de tanto lutar,
É interna e comanda meu peito


Cheio de você, porém saciado, 
Te amando crua, coberto pela loucura
Resultante da nudez do seu corpo
Quente sobre o meu.

3 comentários:

  1. Poema visível aos olhos, estou quase me sentindo um voyeur... e isso é ótimo! rsrs

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  2. Nítida e bela 'configuação' de sensações em palavras. Com sua licensa transformo tudo descrito numa nova interpretação só minha, acho que essa é a função da arte.

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